 | ... | Sep 20, '10 10:23 AM for everyone |
Você tenta, se esforça, corre, fica sem dormir, faz duas, três vezes mais do que as pessoas normalmente fazem. Encara tudo de boa, tenta sorrir, tenta não matar ninguém nem a si mesmo, e só deus sabe, em certos momentos, como isso é difícil. Coloca um sorriso meia boca, do jeito que dá, na cara e sai pra vida. Apanha bastante mas eventualmente ganha alguns carinhos, que é o que te mantem vivo e faz isso tudo valer a pena. Mas ela vem. Sorrateira. Se aproveita de um momento de cansaço, de mau humor, de sono acumulado. Ela vem e acaba com seu humor, com seu dia, com suas esperanças. E quando você vê, já está consumido por ela. Ela. A derrota. Meio de ano é sempre assim, acaba sempre me acontecendo algo que faz com que as minhas estruturas se abalem, que as coisas mudem, que a história seja reescrita. Estou num momento desses. Novas mudancas, agora para o bem. Porém, mexe. Desestabiliza. Levanta poeira. Cutuca a ferida.
Daí você tem que se livrar do velho para o novo entrar. Só que dói mexer no que é velho, porque é intrínseco, está dentro de você. Mesmo sabendo que nunca irá realmente embora, tem que mexer, abrir caixas, encontrar coisas que vão te fazer chorar, lembranças boas e singelas como cartõezinhos de dia dos pais e dia das mães escritos quando a gente ainda era criança e escrevia tudo errado, que eles guardaram por quase trinta anos. Mas também é encontrar coisas ruins como a agenda de 2007 cheia, a de 2008 escrita só até abril e a de 2009 intacta. Como conter as lágrimas? Difícil. E olha que eu tento.
Eu gostaria que a vida parasse um pouco pra eu poder processar tudo isso com calma. Mas as coisas acontecem com uma velocidade assustadora, me sinto como se tivesse sido atropelada por tanta informação e tantos sentimentos distintos. Deve ser por isso que dói tanto, por dentro e por fora. E eu sofro, porque o que está acontecendo deveria ser algo bom e eu não consigo sentir nada além de angústia, tristeza e irritação.
Ainda tenho algumas caixas pra abrir. Algumas velhas, cheias de antigas lembranças. E algumas novas, que eu espero que contenham novas esperanças. Força. De novo. Vamos lá. Enfim, depois de tanto desanimo e desilusão, as coisas começam a entrar nos eixos. Sem muito esforço, sem dor, nem nada. Simples assim. A resposta às vezes está na nossa cara mas as vezes não conseguimos ver até que alguém nos aponte. Então de um dia pra outro me acometi de uma vontade de viver que acho que até então nunca tive. E a partir daí planos começaram a fluir, projetos começaram a acontecer e enfim consegui visualizar uma vida novamente. Mais do que isso, consegui visualizar uma vida feliz. Antes de querer sair voando, eu precisava era reaprender a andar. E aqui estou. :D E daí a página virou, só que era o mesmo livro, a mesma história. Os capítulos, iguais. Na verdade, tudo parece um resumo do capítulo anterior. Daqueles que a gente já cansou de ler, já conhece os personagens, já se enjoou da trama. Entediante. Já vi esse filme. Já ouvi essa piada. Não tem mais graça. A empolgação de ano novo deve ter durado uns quatro dias, que coincidentemente foram meus dias de "férias". Voltei à correria rápido demais e não tive tempo de organizar minha vida como gostaria. Resultado: ficou tudo do jeito que estava, com excessão de uns detalhes mínimos. Mas me frustrei, porque eu queria a revolução. Mas como revolucionar sem levantar e lutar? Difícil. Mais difícil é ter consciência de tudo isso e não ter vontade, não ter nenhum estímulo. É desesperador olhar ao redor e ver o nada absoluto. Dá muito medo. Porque, ao mesmo tempo em que são todas as possibilidades do mundo, não é nenhuma. E por falar em medo, andei descobrindo medos em mim que nem achei que existiam. Que maravilha, mais coisas pra me paralisar nessa vida, como se já não bastassem todas as minhas caraminholas e limitações. Aí eu penso: o que é que eu faço? Não sei, nenhuma pista. Quero tanta coisa, mas ao mesmo tempo, só quero ficar quieta no meu canto e esperar...sei lá o quê. Nem digo esperar a dor passar, ela já faz parte de mim, já me amorteceu. Enquanto isso eu sigo correndo no meu círculo de ramster. Correndo pra chegar em lugar algum, mas ao menos enquanto estou lá o tempo passa e a mente voa. Estava aqui fazendo minha faxina tradicional de fim de ano e acho que nunca houve um ano que eu quisesse tanto que fosse embora logo como 2009. As razões são óbvias e nem vou ficar enumerando aqui, mas quero que em 2010 minha vida revolucione, e dessa vez, só dessa vez, pra variar, que revolucione pra melhor. Dito isso, vamos aos últimos fatos do ano. Depois de um doce novembro, veio um dezembro meio agridoce de tanta correria, mas justiça seja feita, me formei na pós com muito, mas muito sufoco. Quem me acompanha aqui sabe que eu não tinha nem dinheiro, nem vontade e muito menos inspiração pra monofgrafia, mas me esforcei, fiquei duas semanas sem dormir e consegui, não só entreguei a monografia como fui bastante elogiada e saí bastante empolgada pra tocar um negócio proprio que quero muito levar pra frente em 2010. Pois é, venci mais uma. Não é só um diploma, é mais uma vitória pessoal que só eu sei o gostinho que tem. Reencontrei meus amigos do colégio, e principalmente retomei com mais afinco a amizade da minha irmã Carina, que nunca deixou de ser minha amiga, mas agora nos falamos todos os dias como no colégio, e vcs não imaginam como isso me faz feliz. Reencontrar os demais amigos daquela época tambem me animou bastante, relembrar que nos conhecemos numa época onde ainda nem existia internet, onde o máximo de tecnologia era um PAGER foi muito engraçado. Quero vê-los com mais frequência daqui pra frente e lembrar da época onde meu maior problema eram as equações de segundo grau. Aí teve o Natal. Confesso que preferia fazer qq coisa esse ano do que comemorar natal, mas como vivemos numa sociedade cristã (apesar de eu estar num momento muuuuito questionador a respeito), não tive outra alternativa. Não passei em casa nem com minha família, apesar dos conceitos de casa e família ultimamente serem coisas bastante abstratas pra mim. Encarei como uma festa normal e pronto, nem doeu. De quebra, ganhei presentes, comi comida boa e fiquei 4 dias inteiros ao lado do meu gatinho. Quando se encara a vida como lucro, é meio difícil alguma coisa ser ruim. Esse é meu novo lema. Agora estou aqui de "férias" (3 dias podem ser considerados férias?) e arrumando minhas coisas, dando uma geral na casa, me livrando do que não quero mais. Daqui em diante só quero levar comigo o que eu puder carregar, e somente o que for realmente importante. E isso vale pra memórias, coisas e pessoas. O que não me acrescenta vai pro lixo, simples assim. E já que estou no meu momento mais cético da vida e pensando no que um primo do meu namorado disse esse fim de semana - "surpresa, só ruim, coisas boas a gente é que conquista", desejo em 2010 bastante força, bastante apoio das pessoas que me amam, bastante disposição e bastante clareza mental pra que eu possa correr sempre atras dos meus sonhos e me realizar cada vez mais. Xô 2009. Até 2010. Eu sempre soube que era Fênix, que tinha toda a capacidade de ressurgir das cinzas, afinal, já fiz isso muitas vezes. Nem sempre foi fácil, mas de uma forma ou de outra eu sempre consegui.
Dessa vez, me assustei e cheguei até a achar que não conseguiria. Foi mais difícil do que eu imaginava, eu perdi uma referência enorme não só de família, da vida no geral e até mesmo de quem eu sou. Se alguém me contasse em agosto que em novembro eu já estaria assim, eu não acreditaria. O inferno astral veio totalmente reverso esse ano. E que maravilha!
Depois de todas as coisas que passei uma ficha muito foda caiu: eu PRECISO fazer as coisas que quero e que gosto, sem ficar me preocupando com detalhes idiotas, como falta de dinheiro, por exemplo. Eu não quero ser rica, só quero ter uma vida confortável e divertida. APENAS ISSO. Tendo isso em mente, além do fato de que só se vive uma vez, a vida é curta e passa rápido e as oportunidades não vão ficar desfilando na nossa frente enquanto a gente fica pensando no que faz, tenho enxergado além e visto em cada momento uma oportunidade de me realizar, de me fazer feliz, de extrair o máximo da vida. E tenho sido bem sucedida nisso.
Dia 7 fui ao Máquinária Festival ver o Faith No More, banda que adoro desde os 12 anos. Se fosse pensar em dinheiro nem iria, pois estava desempregada, mas agora mais do que nunca acredito que na vida vale a pena fazer umas loucuras de vez em quando. E não me arrependi, saí de lá extasiada, de alma lavada, com a sensação revigorante de ter reencontrado um amor de infância, e, mais ainda, de ter reencontrado minha essência, minha parte divertida, a parte de mim da qual mais gosto e mais me orgulho. FNM me tirou do coma no qual a tristeza dos meses anteriores tinha me colocado. Me abriu a mente e o coração pra diversas coisas, principalmente que a vida não para, e a minha está aí para que eu me divirta. Chorei, gritei, cantei tudo em oníssono. Realizei um sonho de adolescência. O rock n' roll me fez lembrar de quem eu sou e fiquei muito feliz por isso.
Dia 11 consegui um emprego novo. Recebi uma ligação que estava esperando a um tempo e fui fazer a entrevista. Foi simpatia a primeira vista com o entrevistador e com a empresa, ele tinha o que eu estava precisando e vice-versa. Estou num estúdio muito bacana, fazendo várias marcas interessantes dentro do surf/skatewear, trabalho sossegada, sozinha na maioria das vezes, ouvindo os sons mais fodas e fazendo tudo o que quero. Não poderia estar melhor!!!!!!!
Dia 24 fiz 29 anos. A tristeza quis bater em diversos momentos, mas tentei me apegar ao que tenho e não ao que me falta, então recebi diversos recados bacanas, ligações de amigos, bolo da minha tia querida, muito carinho da família. No sábado comemorei na Chopperia Liberdade, recebi muitos amigos queridos, cantei feito louca no Karaoke (Easy, do Faith no More, não poderia faltar) e me diverti muito. Meu namorado lindo me fez um vídeo que me fez chorar horrores, ganhei vários presentes fofos. Me senti uma privilegiada pois a cada dia vejo que não tenho o que temer e não preciso ficar triste, pois tenho pessoas maravilhosas ao meu redor, coisa que a tristeza não me deixava ver. É como disse, basta você se concentrar no que tem e não no que te falta. Simples assim.
Sexta-feira teve o show do AC/DC. Fui na loucura, saí do trabalho, encontrei o Chileno e começamos nossa busca pelo ingresso sagrado. Consegui com o Pratica, que tinha um sobrando e me vendeu. O Chileno entrou depois. Eu sabia que não poderia perder esse show, e quando aquela animação fodástica começou a passar no telão, eu tive certeza. Foi uma aula de rock e de como ser autêntico ao longo de tantos anos, de como ser fiel a si mesmo, e, acima de tudo, de diversão levada ao nível extremo. Alma lavada novamente e espírito eletrizado. Quero mais momentos assim na minha vida, definitivamente!
Pra finalizar esse mês memorável na minha vida, hoje ensaiei de novo com minha banda depois de 3 meses de hiato, lançamos logo 3 horas de ensaio e não poderia ter sido melhor. Fluiu que foi uma beleza, tudo redondinho e com covers ótimas, alem das nossas próprias que eu gosto muito. Quero investir mais na banda, espero que ano que vem possamos voltar a fazer shows, vai ser bem divertido.
Paralelamente a tudo isso estou fazendo a monografia da pós. Cheguei a pensar em desistir, tentar entregar no ano que vem, mas estou me dedicando ao máximo. Dormindo 3 horas por noite, mas está ficando muito bom, modestia a parte. Só precisava fechar com 10 pra finalizar bem o ano.
E assim vamos indo. Estou com uma sensação muito boa de que vou conseguir tudo o que quero, e com uma força interior que até me assusta um pouco, como se um vulcão estivesse adormecido dentro de mim por muito tempo e tivesse voltado à ativa agora.
A vida é realmente uma caixinha de surpresas.
Keep on rocking! :D
Após 3 inacreditáveis meses sem meu pai, muita coisa mudou. Resolvi me forçar a não cair de cabeça no desespero. Resolvi não desistir e resistir. Tentei me esforçar pra não pensar em certas coisas. Não sentir pena do meu pai. Não sentir pena dos meus pais. Não ter pena de si mesma. Evitar cair nos chavões "sou órfã", "estou sozinha no mundo", "não tenho ninguém". Isso não é verdade. E seria cair no drama fácil. Evitar ficar me torturando, ficar olhando fotos, ouvindo músicas, curtir a fossa. Tentei desbaratinar um pouco. Tentei me achar no meio do furacão. Fiquei obsessiva por redecorar a casa, pra deixar ela o mais diferente possível de quando meu pai estava aqui, pra evitar lembranças tristes. Quero guardar o que é bom. E, felizmente, apesar de todas as tragédias, é muita coisa. Muita coisa boa ficou. Muita coisa boa ainda virá. A presença ainda é forte. Mas não é mais a presença frágil, debilitada e doente. É uma presença forte e arrebatadora que me puxa pra cima cada vez que eu penso em desabar. Não posso me dar a esse luxo de ficar choramingando. Afinal tanto meu pai como minha mãe lutaram como bravos guerreiros apesar de toda a fragilidade que tiveram que enfrentar e de toda a limitação da falta de dinheiro e da falta de saúde. Mas amor nunca faltou. O amor e a saudade, esses nunca acabam. Só aumentam...
Eu relutei por um bom tempo antes de escrever sobre isso aqui. Editei, re-editei milhares de vezes este texto na minha cabeça antes de postar, mas agora, um mês depois, acho que consigo me expressar. Vou ao menos tentar. Se eu parar no meio e sair correndo, não reparem.
Faz um mês que perdi meu pai. Desde aquele dia até hoje acho que o mais difícil foi cair na real. Do desespero, da dor que parece que não vai passar nunca, da revolta, do medo do futuro, do desgosto, até à saudade, que por incrível que pareça, já é muita, eu senti quase tudo. E também não senti nada. Quis sumir, desaparecer no meio dos cobertores, evaporar. Quis que o mundo parasse, pra eu descer. Quis que as pessoas parassem de dizer que eu sou forte, porque estou cansada de ter que ser. Quis morrer.
Eu sabia que isso um dia ia acontecer. Afinal, ele se tratava de uma doença que a medicina ainda está estudando, há pouco mais de 3 anos. Ao mesmo tempo, tinha uma fé quase infantil de que um dia ele iria acordar novinho em folha, com os movimentos perfeitos, sem nenhuma dor e nenhuma falta de ar, e ia voltar a trabalhar, tocar violão e desenhar.
Nestes 3 anos, cada minuto que passei ao lado dele foi precioso. Sim, eu tinha medo. Ele também. Ele não me dizia, mas eu sentia, cada vez que falava com ele ao telefone. Cada vez que me despedia dele para viajar ou simplesmente sair pra trabalhar de manhã. Cada vez que eu voltava e ele dizia "Ai, que bom que você chegou!". Era um alívio para os dois estarmos juntos, um ouvindo a voz do outro. Se desse pra eternizar esses momentos...que bom seria.
Tive que ser forte, durante todo esse tempo, pra não chorar perto dele. Pra não me deixar abater. Pra ajudá-lo a ser corajoso diante deste inimigo totalmente desconhecido e cruel que teriamos que enfrentar a partir de então. E aí fomos em frente. Um dia de cada vez. Ele cada vez fazendo menos coisas sozinho, eu cada vez tentando ajudar mais. Foi muito difícil ver o homem que trabalhava desde os 5 anos de idade, que ja sustentou a familia, que enterrou os pais, que enterrou a esposa, que tinha uma sensibilidade maravilhosa para desenhar e tocar violão, que nunca fez nem desejou o mal a ninguém, e que tudo o que queria era dar uma vida decente aos filhos, a cada dia tendo uma limitação maior.
Aos poucos foi deixando de trabalhar, de fazer o que mais gostava, que era tocar violão à noite depois do trabalho. Dificuldades para tomar banho sozinho. Levantar da cama. Ir ao banheiro. Comer. Sem contar as dores, que eram sempre muitas. E as maratonas hospitalares, terríveis. Era tudo muito injusto. Ele tinha que ficar bom no final, só assim faria algum sentido esse sofrimento todo. Mas não foi bem assim...
Tive férias em janeiro. Que maravilhosas semanas passei ao lado dele. Como era doce a sua companhia. Não estou falando isso só porque ele não está mais aqui comigo, não. Ele era a pessoa que eu mais amava no mundo, de verdade. Era ele quem sempre admirei, quem eu sempre quis ser igual, tanto é que aprendi a desenhar e fiz disso meu ofício. Foram as músicas que ele ouvia que aprendi a gostar, desde cedo, e hoje são minhas favoritas. Foi com ele que aprendi tudo, foi ele quem me fez ser quem sou hoje. Mas voltando ao raciocínio, eu adorava a companhia do meu pai. Adorava conversar com ele. Passar as tardes ao lado dele. Foram semanas ótimas, fiquei com um aperto no peito enorme quando precisei voltar pro trabalho.
Fui demitida em abril. Chorei demais, fiquei muito triste, mas pude desfrutar a presença do meu pai por mais tempo. Infelizmente ele ja estava muito debilitado e sofria muito. Felizmente a minha presença o alegrava bastante. E a dele, a mim. Acho que do que sentirei mais falta é de conversar com ele, tinhamos visões de mundo muito parecidas, e me admirava muito o fato dele quase nunca se abater. Eu sempre tentava animá-lo, falar algumas besteiras e rir da própria desgraça. Espero tê-lo ajudado a sofrer um pouco menos, a fazer do caminho dele um pouco mais suave.
Pra muita gente, pai é só um cara distante.Um cara que dá dinheiro, um cara que vem de vez em quando...meu pai era uma das pessoas mais maravilhosas que já conheci na vida, uma das pessoas mais sensíveis (embora tímido e fechado demais) e talvez o único defeito na vida foi ter aceitado demais as coisas, se conformado, ter sido um pouco passivo na vida. Pra mim ele era um tesouro, um presente precioso, e cada dia ao lado dele foi especial.
É uma pena não podermos mais passar tempo juntos, rirmos juntos, vermos tv juntos, dançar, cantar. Tinha tanta coisa pra aprender com você, pai. Tanta coisa. Tanta coisa pra vivermos juntos, tanta coisa pra você ver. Agora você se foi e eu não tenho nenhuma pista do que fazer com esse espaço todo que ficou.
Espero ser boa para que um dia possa te encontrar de novo neste lugar bonito em que você está agora, e é só nisso que posso acreditar, na recompensa futura, pra poder seguir em frente.
Me desculpa fraquejar agora, pai. Mas você sabe, eu tive que ser forte por um bom tempo. Agora, não consigo mais...vou ter que desmontar. Me desculpe...
mal voltei pro trabalho e já estou com saudade das férias. de usar havaianas full time, das roupinhas frescas, do sol, do açaí com banana, mel e granola, de dormir muito, de ficar um tempão com meu pai, de ver muita porcaria na tv.
consegui me livrar das olheiras, adquirir uma cor de saúde, aperfeiçoar a pegada na sinuca, na cerveja e até na pescaria (acreditem).
em compensação, adquiri baixíssima tolerância à meias, sapatos, tênis, calças jeans, sutiã, metrô e lugares cheios de pessoas. não necessariamente nessa ordem.
quanto dinheiro preciso ganhar pra comprar uma casa em maresias e morar lá pra sempre?
não quero mais essa vida chata, definitivamente. não quero entrar em filas pra lugar nenhum, nem enfrentar lugares cheios de cabeças vazias. quero paaaaaaaz.
mas, enfim, vida chata, se não tivesse o trabalho talvez as férias não fossem assim tão legais.
tá bom, até parece.
descanse em paz, férias. eu te amo e ja to com saudades <3 então...aconteceram algumas coisinhas nos últimos dias. estou me recuperando de uma lesão no pé provocada por mim mesma e minha falta de destreza combinados a uma estúpida demonstração de dança do away e uma cadeira com pés de ferro. do the math.
o pior nem foi a dor, e olha que a dor foi bem foda. foi trabalhar uma semana com o pé imobilizado, mancando, bem na última semana de trampo onde a correria foi total. e andar (ou melhor, mancar) por distâncias consideráveis. e alem de tudo, ouvir piadinhas da galera do trampo no estilo "ta vendo, foi jogar futebol no fim de semana..." toda vez que alguem perguntava: machucou o pé? tinha vontade de responder: não, estou sendo mumificada em prestações.
mas teve um lado bom. meu namorado cuidou tanto de mim no fim de semana q me machuquei, levou no médico, levou no cinema, cuidou tão bonitinho que eu não estaria mentindo em dizer que a dor toda QUASE valeu a pena (/masoquista) hahahah, mas tambem tiveram outras coisas legais, tipo, não precisar ser muito escrava do lar, voltar sempre sentadinha no metrô (por incrivel que pareça, muitas mulheres me ajudaram, ao contrario dos homens q ficavam sentados com seus traseiros gordos enquanto eu não podia apoiar o pé no chão) e todos os paparicos que a gente recebe quando fica dodói. me senti bem pois há muito tempo não cuidavam de mim, e é bom estar do lado oposto de vez em quando.
mas passou, to me recuperando, apesar de ainda não conseguir colocar sapato, who cares, ta calor mesmo.
e minha casa ta quase pronta, só falta um cômodo, ai que alívio!
ah, e teve o natal. pra ser sincera, achei meio xoxo. há tempos nao tenho mais a empolgação que tinha pro natal, mas esse ano resolvi dar presente pra todo mundo, afinal, ganhei muita coisa, mas se tivesse comprado tudo, juro, iria ficar bem chateada. afinal vc não dá uma bolsa de couro pra uma pessoa pra ganhar um pijaminha da 25 de março. sei que o que vale é a intenção e bla bla bla, mas gostaria que ao menos as pessoas tivessem um pouco mais de critério e de bom senso ao escolherem presentes pra mim, pelo menos pensassem no que eu realmente gosto...pq esse ano foi bem decepcionante...:(
ano que vem ja me decidi...vou dar presentes pra quem realmente precisa, e nada mais de ficar me preocupando com gente que não liga a mínima pra mim. e chega de ficar fazendo mais pelos our]tros do q fazem por mim pq eu ja disse, não sou a madre teresa.
ufa!
e essas férias estão meio boring (/lucianagimenez), ando com preguiça de quase tudo e feito quase nada. e me sentindo sozinha, sem forças, sem amigos. não vejo a hora de ir viajar!!!!
e pra 2009, o que eu espero? menos correria, menos realidade nua e crua. quero sonhos, vontades, friozinhos na barriga, novidades foda (de boas) e mais leveza na vida. obrigada, beijos.
e o ano nao acaba logo. e vou ficando super ansiosa.
não consigo mais me concentrar direito no trabalho, não vendo a hora dele acabar.
também não vejo a hora das aulas da pós terminarem, faltam só mais duas.
tá tudo correndo bem, a reforma deu uma emboladinha, mas nada de grave.
por incrivel que pareça dezembro está quase na metade e eu ainda não cometi nenhuma atrocidade com meu dinheiro, e nem pretendo. ando no espírito tio patinhas.
se bem que preciso dar um jeito no meu cabelo, essas raizes semi-grisalhas tão foda.
e a minha ansiedade toda nem é pelas festas de fim de ano, é pelas férias. 30 dias sem trampar, 6 deles na praia. to precisando MUUUUITO disso.
e preciso muito tambem que 2009 seja um ano leve e tranquilo, e que ele faça juz ao nome e realmente inove.
e acho que é só por enquanto. Segunda feira passada eu fiz 28 anos. Estava acostumada com 27, achando 27 anos uma idade ótima, embora esse ano de 2008 ter sido uma barra. Sim, tiveram coisas legais, momentos bacanas, mas foi muito difícil, muito mesmo, não vejo a hora dele acabar.
Meu aniversário esse ano foi bem tranquilão, sem muito estardalhaço...sem muita vontade de comemorar, também...e sem esperar muito de ninguém. Melhor assim.
Cabeça a mil, porém. Sinto uma ansiedade tremenda e ao mesmo tempo uma tranquilidade de quem sabe de alguma forma que apesar de tudo, as coisas vão dar certo. Tudo o que eu quero de presente desta vez é que as coisas sejam mais tranquilas, menos amarradas. Quero que meu pai fique bom, quero que minha casa fique pronta, quero menos dificuldade financeira e menos aperto no peito.
Agora é hora de arregaçar as mangas e correr atrás...felizmente estou no ânimo.
E, afinal de contas, fazer 28 anos é a mesma coisa que fazer 27, ou seja, a mesma merda. Um ano a menos. E só. tentando não entrar em colapso com tanta coisa pra resolver.
tentando administrar tudo o que preciso com eficiência, e ao mesmo tempo, cuidar da minha vida também.
tentando resgatar as coisas que me fazem feliz e que deixei de fazer por causa de grana/rotina/problemas familiares.
tentando recuperar minha essência.
tentando não me estressar tanto com pequenas coisas.
tentando redescobrir aos poucos que existe vida além do cartão de ponto e dos dramas.
tentando pensar em mim primeiro, pelo menos uma vez por dia.
tentando ser mais egoista um pouquinho. eu sei que preciso.
tentando deixar meu cabelo crescer sem química. é difícil também, ainda mais quando você acorda um dia cheia de cabelos brancos...
tentando emagrecer e ficar em forma. só nas saladas e grelhados durante a semana. it hurts, but i need. ja malhar, nem pensar, não nasci pra ser uma garota fitness. ao menos ja eliminei o efeito muffin da minha cintura.
to tentando mais um monte de coisas, não sei se vou conseguir...mas TO TENTANDO, PORRA!
Droga de inferno astral!!!!!
 | :( | Nov 15, '08 10:30 PM for everyone |
o blogger deletou meu blog antigo, o caótica. aquele engraçadíssimo, de quando eu tinha uns 22 anos e minha vida era beeeem divertida.
eu, burra, nem pra salvar os arquivos.
ai que vontade de chorar. agora que minha memória anda um lixo, parece que uma parte da minha vida foi deletada.
apego digital do caralho, viu. segunda feira não fui trabalhar pq precisei fazer pesquisa de rua. achei ótimo, pq estava destruída dos excessos do fim de semana, entao aproveitei pra dormir até tarde e só fui fazer a pesquisa à tarde. fui na oscar freire, aquela dimensão paralela onde as pessoas tomam sorvete na rua às 3 da tarde e saem pra comprar jóias com seus cachorrinhos. não vi nada de muito interessante, mas fico intrigada ao tentar imaginar como aquelas lojas luxuosas se mantêm se não entra nenhuma alma viva nelas. eu até pensei em entar em algumas, mas só de notar a imensa cara de cu dos atendentes através das vitrines, desisti rapidão.
pra terminar a bizarrice do dia, passei na galeria ouro fino e estava tendo tarde de autógrafos das donnas. e eu não sabia, logo, não tinha câmera nem nada que pudesse ser autografado :(
fui pra casa e descansei e conversei muito com meu pai. fiquei com o coração apertado quando ele me disse: "vi, vc vai ficar comigo ate o fim da minha vida?" e começou a chorar...nunca vi ele chorando assim, que nem criança...conecei a chorar imediatamente e falar pra ele que jamais iria deixa-lo...e pedir desculpa por ser um pouco relaxada as vezes...me senti muito mal de vê-lo tão sensível assim...e depois que ele me disse que se sente muito bem quando estou em casa com ele, me senti na obrigação de tentar ser ao menos um pouco mais dedicada. é o mínimo que posso fazer...:(
na terça fui trabalhar, e a noite tive aula da pós. quando voltei, ele não tava muito legal. passou mal a noite toda. fiquei em panico, pois estava sozinha com ele, meu irmao estava no rio de janeiro a trabalho. depois de uma madrugada horrível, pela manhã ele começou a melhorar. e só aí conseguimos descansar. pedi o dia no trabalho pra cuidar melhor dele. foi bom pra passar mais tempo ao lado dele, que é o que eu mais prezo no momento. foi bom tambem pra descansar, fazia muito tempo que eu não dormia à tarde. o ruim foi que o pedreiro tá terminando o acabamento la em casa, entao tem pó branco em tudo quanto é canto, e um cheiro nada legal também, mas é por uma boa causa, entao nao vou reclamar...
ontem vim trabalhar mais cansada do que o habitual, por mais q a gente cochile a tarde nada é como dormir a noite, né...a noite fui pra aula, e depois ainda fui com o fábio no mercado, resultado, estou exausta hj...e ainda tenho aula de inglês na hora do almoço, vou ter q ficar ate mais tarde no trabalho hj, vou ter que sair pra comprar as tintas das paredes la de casa e arrumar a mala pra ir pra jundiaí amanhã.
ufa.
mas só da casa estar ficando pronta, esta me dando um alívio tremendo...ta ficando bonito. nem acredito, que depois de tantos anos, finalmente vamos ter um pouco mais de conforto.
pena que a mãe não está aqui pra ver e aproveitar isso conosco, mas prefiro pensar que ela tá, sim, vendo tudo. e inclusive, dando palpite ;)
e semana q vem meu pai começa o tratamento q vai deixa-lo 100%. não vejo a hora. apreensiva até o talo.
e ando ouvindo bastante Bambix, faziam muitos anos que não ouvia, tinha me esquecido o quanto era fofo o som, o quanto as melodias eram bonitinhas.
é isso ai....paz!!!! "Até fins de novembro, você terá de arrumar seu cotidiano de um modo mais sensato, dando a devida atenção à sua sede por descobertas e finalidades, reavaliando o papel da atividade artística e criativa em sua vida. Preencha sua vida cotidiana com mais arte e menos repetição, você se sentirá muito mais feliz. Quanto mais elegância, equilíbrio, beleza e bom gosto for capaz de trazer e criar para sua vida, mais em paz ficará, como se isso fosse a prova de que você finalmente alcançou um estado de ser acima das intempéries." sábado o namorado veio pra cá. assistimos hitman e a primeira parte de de volta para o futuro. gostei do primeiro filme, mas o segundo é imbatível né. nostalgia total. ia ser demais voltar pros anos 50, ver meus pais se conhecendo...ja pensou?
depois fomos num restaurante mexicano, rodízio. eu que amo essas comidas diferentes, me esbaldei. comi tanto e ri tanto que quase passei mal!!! mas uma coisa é certa...guacamole é o novo amor da minha vida (l).
de lá fomos para um pub canadense perto da funchal, era aniversário de uma amiga de um amigo...ahhahah. não tava muito animada pra ir, mas foi legalzinho até! bandinha competente tocando, sinuca, pebolim, dardos...deu pra se divertir. fazia tempo que não voltava pra casa as 4 da manhã e com a roupa e cabelo cheirando cigarro. bleh.
domingao, claro q dormi ate as 2 da tarde né...fui almoçar na elaine (yakisoba, nham) e depois fui com o danone e a clau no show das donnas. chegamos cedo, ainda nem tinha aberto a casa, entao paramos no buteco da frente pra tomar uma cerveja. deviamos ter tomado mais cervejas lá, pq lá dentro uma latinha custava abusivos 5 reais. nunca me senti tao roubada em toda a minha vida, mas deixa pra lá.
entao, nunca tinha ido no inferno, e achei a estrutura bacana, lugarzinho estiloso e tal. mas MUITO PEQUENO pra um show desse porte. e pouquissimo arejado, saí de lá defumada e passando mal. mas vamos ao show. condessa safira abriu. no geral, gostei da banda, digamos assim que a banda tem tudo pra decolar. a guitarrista toca muito, e a vocalista tem uma voz bonita mas peca no encaixe do vocal na métrica da música, canta muito em cima, sei lá, a música fica meio cansativa, pouco empolgante...o hellsakura me empolgou bem mais, ainda mais por terem feito um cover de whole lotta rosie do ac/dc.
quando as donnas entraram, eu ja tava quase perdendo a compostura com uma folgada que nem sabia onde estava, dançando qq musica só pra ficar me dando cotoveladas, ai como odeio gente espaçosa. e gente com cabeças gigantes e cabelos emaranhados que insistem em assistir o show bem la na frente. como eu queria ter um cortador de grama igual ao do pica pau nessas horas. por isso prefiro os shows de ska, pq neles o público simplesmente NAO TEM CABELO! ufa.
curti muito o show, como sempre elas estavam muito simpáticas apesar de cansadas, e fizeram um show empolgante, porém curto. deixaram várias musicas que eu gosto de fora, e se concentraram mais no último album, o que não deixa de ser bom. pena que eu senti altas fisgadas no estomago e uma tremenda falta de ar durante o show delas, entao nao pude nem agitar muito, mas...foi demais, eu amo donnas.
cheguei em casa exausta como não podia deixar de ser...mas com aquela sensação ótima.
saudades da época em que eu fazia isso sempre.
e é bom saber que existe um mundo além daquele das contas pra pagar, da economia doméstica, dos problemas, de reforma da casa, e etc.
e eu quero é mais, que venham mais shows e mais finais de semana como esse!!!!! minha alma agradece. Bom, ontem resolvir agir impulsivamente (de vez em quando é bom!!!!) e largar tudo na última hora e ir ao show do Goldfinger e do Reel Big Fish. Cabulei a aula da pós, voltei pra casa, me muni da minha super calça de suspensórios e parti rumo a uma maratona de ska dos melhores!!!
Ainda bem que fiz isso, senão iria me arrepender!!! Foi muito bom. Fui com meus dois irmãos (Fábio e Chileno). Por causa da fila, perdemos o Sapo Banjo e o Goldfinger, vimos somente "99 Red Baloons" e thank you São Paulo, ahahaha, mas tudo bem....eu fui lá mesmo pra ver o Reel Big Fish!!!! E que show...Várias músicas novas eu não conhecia, pois parei de acompanhar a banda la pelos idos de 2003, quando ouvia quase todo dia, junto com Mad Caddies. Saudades dessa época...mas enfim, vamos ao show! Divertidaço, os caras são muito engraçados e com um estilão muito legal, como todo show de ska pede! E tocaram um som atras do outro, muita música, muitos metais arrepiantes...com direito a cover do Phil Collins, do Metallica e ainda um bis matador com "Sell Out" e "Take on Me".
Perdi a linha e dancei ridiculamente a noite toda like no one's watching. Foi demais!!!!Perdi vários quilos e adquiri várias lesões nos joelhos quicando feito pipoca louca!
E tem gente que ainda prefere micareta!
E show de ska é aquela coisa né...paz total...galera estilosa e de boa...que tá la pra curtir de verdade. E como é bom ter espaço pra dançar desengonçada sem correr o risco de ser queimada com cigarro, levar um banho de cerveja ou esbarrar num brutamontes cheiradão!
Tava precisando disso...é muito bom fazer algo diferente assim no meio da semana, desbaratinar dos problemas, esquecer um pouco as contas, a rotina, os horários e enfim, viver!!!!
Definitivamente, preciso voltar a fazer mais isso!
E domingão tem DONNAS!!!!!!!!!!! :D
Ia comentar que hj recebi meu salário, mas acho melhor não falar de coisas tristes em um post tão animado...dia 24 faço aniversário...aceito minha parte de presentes em dinheiro. Beijos.
resolvi deixar pra lá a mágoa do caboclo que eu tava no começo da semana. boa parte dela tinha a ver com tpm, acabei de constatar...mas isso não quer dizer que meus esforços pra deixar de ser trouxa param por aqui. só não quero ficar mais estressada, enrugada e com mais cabelos brancos do que já tenho.
as coisas estão indo bem lá em casa. a reforma ta quase pronta. finalmente.
aqui no trampo idem, finalmente eu tenho trabalhando comigo uma menina que vem pra empresa pra trabalhar, não pra torrar o saco da gente com o barulho do salto e da voz de gralha.
lá na pós as coisas estão engraçadíssimas...o professor de terça feira era a cara do jaiminho...mal consegui prestar atenção na aula, só conseguia rir por dentro e ficar imaginando se na pasta dele tinha alguma carta pra dona florinda.
e já to sentindo aquele climinha fim de ano...aniversario-natal-reveillon-férias. chega janeiro logo, please?
e alquem me avisa que to ouvindo TEARS FOR FEARS direto no repeat a 4 dias? medo de mim....
beijos!!!! a cada dia q passa constato que ser boazinha nao leva a nada. vc vai lá, se esforça, faz o q pode (as vezes até o que não pode) e na sua vez, quando vc precisa de um favorzinho, o mais imbecil que seja, a má vontade de te ajudar é tanta que até desanima!!!
por exemplo, você topa todos os programas - até os de índio - das pessoas. e aí quando é um seu, ah, não vai dar, to com preguiça, etc, etc...nem no seu aniversário as pessoas se esforçam pra ir. nem um telefonema pra avisar que não vão, te poupando de ficar até altas horas esperando a toa!
meu irmão, pelo qual faço tudo e mais um pouco, quando liguei pra pedir um favor pra ele hj, só faltou xingar. se fosse alguma periguete qualquer da rua que pedisse, ele ia correndo.
outro exemplo, pessoa que nunca fala com você nem olha na sua cara, de repente briga com as amigas e resolve que a partir de hoje vai ser sua miguxa pra não se sentir tão solitária. ó que lindo.
sem contar o bando de pessoas que ficam anos sem falar contigo. e de repente aparecem. vc se surpreende, até começa a se animar, mas tudo vai por água abaixo quando vc percebe que a pessoa só veio atrás de vc pq quer pedir algum favor. desenho pra tatuagem (de graça claro), ou que eu traga uma roupa daqui do meu trabalho, ou qualquer outra coisa que eu esteja capacitada a fazer na camaradagem.
devo ter cara de madre teresa, ou de imbecil mesmo.
pensam vcs que essas pessoas vao lembrar de mim quando tiver uma festa, uma viagem ou alguma coisa legal? naaaaaaaao mesmo.
cansei tambem de ser educada com quem nao conheço, atendentes de loja que querem me fazer de trouxa por exemplo. na sexta feira fui trocar um tênis e me deparei com uma má vontade do tamanho de um bonde. quase fui obrigada a levar um tênis numa cor bizarra pq o que eu queria não tinha. "só tem esses", falou o ser afeminado que me atendeu. e eu: "tinha que ser preto". e ele: "e agora?" ....como assim e agora? ele que tá lá pra resolver meu problema, não eu o dele...afinal eu é que paguei e vou sair de mãos abanando pq eles não tem mercadoria!!!!
e agora, tentando novamente comprar um tênis, passei numa loja. peguei um all star de cano alto cinza e perguntei pra moça: "vc tem preto desse modelo?" e ela pra mim: "mas esse é preto!" e eu, segurando o tenis ao lado: "esse aqui é que é o preto", e ela tentando me enganar: "sim, mas esse outro também é, só que é outra tonalidade"
amiguinhos, quantas tonalidades de PRETO vcs conhecem?
...
santo deus. nunca fui chamada de idiota assim na cara tão dura. deu vontade de falar "tá me chamando de cega, sua cretina? eu te dou até o pantone desse cinza aí!"
mas obviamente, sou trouxa e não falei. agora estou aqui me sentindo mal e querendo cada vez mais distância das pessoas. elas são muito escrotas.
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